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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

RUMO AO SUL em 26.06.17

Valados musgosos

  Ao pé dos valados musgosos, poderá não haver sol mas haverá, sempre, poesia... Ao pé dos valados musgosos, poderá não haver nem um pássaro, nem a resina dos pinheiros, mas haverá (...)
RUMO AO SUL em 25.06.17

À beira-mar

  Tal como um búzio caído Meu amor À beira-mar Pus na guitarra o ouvido Tive a alma a soluçar Pelo mar Com o mar Foi tão triste essa alegria Vibrando cá bem no fundo ó Meu amor, como (...)
RUMO AO SUL em 20.06.17

Rumor de água

  Onde um rumor de água é só silêncio, Tenho a surdez de mim, rasgada, inteira; Ofereço o ribombar desta maré De mil versos diversos, De canseira; morro de pé. Dezasseis luas altas Um (...)
RUMO AO SUL em 17.06.17

Alentejo

  Sei dos meus poemas como sobreiros em carne viva e de todas as ralações do mundo; dos impérios (des) feitos em cacos e das ideologias como manteiga no focinho do cão, guardando o monte...
RUMO AO SUL em 10.06.17

A Camões

  Ouvindo o que o mar dizia Com a surdez dos olhos meus, Fui escutando…e fiz-me deus Fiz-me ao mar…e fui POESIA. Fiz-me ao sal…e fui Império Fiz-me ao Sul…e fui a gesta. Perdi tudo. (...)
RUMO AO SUL em 08.06.17

Livre!

  Livre! Sou livre como é livre tudo Quanto, por ter nascido, mais não é; Sou livre, nesta força de maré Com que os versos me invadem, a miúdo. Ninguém me prende, nem o Amor sequer;
RUMO AO SUL em 07.06.17

Paisagem

  Deixo habitar, em mim, toda a paisagem; Entra pela pele nervos, pelas artérias E põe nuances, vagas e etéreas Para a descoberta, a breve cabotagem. E eu sou o que contemplo, a vastidão
RUMO AO SUL em 05.06.17

Morre-se por aqui

  Morre-se por aqui, na letárgica maneira de um pássaro sem interesse pelo voo... Sustentamo- nos do ar rarefeito, na raridade do sonho possível de um oceano que espera ser desvirginado (...)
RUMO AO SUL em 03.06.17

Mar sem praias

  Num amor grande como um mar sem praias, Sem os teus beijos, minha pele é sobro. Minha alma, de sal, já tem o dobro Do mar que tem, nas ondas, suas aias. Faço dos versos, rimas, as alfaias
RUMO AO SUL em 03.06.17

Aurora Boreal ao Sul

  Vasculho, ainda, as relíquias das folhas outonais. Como não tem chovido...ei-las hirtas, firmes enrijadas de étimas cores e rebordos de aço. Vasculho, ainda, as relíquias de dias (...)
RUMO AO SUL em 29.05.17

A chaminé algarvia

  A chaminé algarvia tem um condão especial... É fruto da fantasia, deste povo sem igual, de poetas, de sonhadores, serranos e pescadores, que viraram para os céus, a pedir graças a DEUS
RUMO AO SUL em 27.05.17

PERCEBES \ PERCEVES

  Os perceves são abundantes na Costa Vicentina. Colhidos no mar e nas rochas nem sempre são fáceis de alcançar, devido aos locais de difícil acesso onde se encontram. Os marisqueiros (...)
RUMO AO SUL em 24.05.17

Sulino

  Esse teu segredo Não quero mais nada; Que a nudez rasgada Se mostra sem medo, Na terra deitada. Aberta, despida, Esperando a semente Lançada, e esquecida, Que é parte da gente. O abrolho, (...)
RUMO AO SUL em 24.05.17

Jacarandás

  Pintaram minha rua de lilás, Em pinceladas fortes, curvilíneas, Para ofuscar as pétalas sanguíneas Dos loendros e hibiscos, lá atrás. São os jacarandás, bocas floríneas. Em cada (...)
RUMO AO SUL em 24.05.17

Soneto

  Tão triste eu ando já, e descontente, Que meus olhos de todo se fecharam A visão radiosa que sonharam... - Um lar, um ninho, e um amor ardente... Gastei a Mocidade loucamente, E a alma, (...)
RUMO AO SUL em 30.04.17

Meus pensamentos

  Meus pensamentos são nómadas e vagarosos como a água que vem da montanha e não sabe nada do coração dos homens. O meu, por exemplo, tem a leveza do vento e corre para casa como se (...)
RUMO AO SUL em 29.04.17

O nosso olhar

  O nosso olhar não tem fronteiras ou estações não é uma arma que dispara um tiro imediatamente o espaço é a inocência do seu dom ao sol e na sombra a sua projecção imperceptível
RUMO AO SUL em 28.04.17

...

  Dou-te um nome de água para que cresças no silêncio. António Ramos Rosa, em "Estou vivo e Escrevo Sol" (1966) (Faro, 17 de outubro de 1924 – Lisboa, 23 de setembro de 2013)
RUMO AO SUL em 26.04.17

Pedras que piso

  Não sei as pedras que piso Na vereda agreste Mas sei o rumo que sigo Não sei onde me leva o vale Nas suas águas bravas Mas sei que é para o mar Não sei aonde me leva o grito Na sua (...)
RUMO AO SUL em 26.04.17

Andava um dia...

  Andava um dia Em pequenino Nos arredores De Nazaré, Em companhia De São José, O bom Jesus, O Deus Menino. Eis senão quando Vê num silvado Andar piando Arrepiado E esvoaçando Um rouxinol,
RUMO AO SUL em 26.04.17

Doces Algarvios

  A gastronomia algarvia remonta aos tempos históricos da presença romana e árabe e as amendoeiras algarvias dão o fruto de que se fazem os doces da região como os morgadinhos, os (...)
RUMO AO SUL em 28.02.17

Existe um mar

  Existe um mar em cada um de nós. Um mar interior, mar de dentro. Porção de água, nível de bolha, lastro diário de bordo, sextante, gávea em alto mastro. Ancoradouro, mar de (...)
RUMO AO SUL em 24.02.17

Gosto do Inverno e do mar

  Gosto do Inverno e do mar. Da água alterada em espuma fustigando os pontões do tempo. Da memória, da infância agreste e fria como um vento assíduo e persistente, desse afago coado da (...)
RUMO AO SUL em 24.02.17

Sempre as palavras

  Sempre as palavras só as palavras, esses corcéis de vento e espuma velozes como um açoite, moldáveis como barro duras como granito, no trote marcado na fímbria e no grito de cada noite, no galope
RUMO AO SUL em 24.02.17

Sou daqui

  Bichos somos de um certo chão o único em que nossos passos encontram seu verdadeiro sítio e som e ritmo e nossos sentidos desabrocham suas mais íntimas pétalas. Sou daqui. Só aqui pertenço
RUMO AO SUL em 24.02.17

Na rota das gaivotas

    Na rota das gaivotas há linhas cruzadas nos voos bisados da proa à popa Há um frémito incessante Há gritos estridentes no lançar e recolher das redes… são homens são aves
RUMO AO SUL em 18.02.17

Mar Português

    Ó mar salgado. quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quanos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casarPara que fosses (...)
RUMO AO SUL em 11.02.17

Algarve...

  Jardim das mil e uma fantasias e o céu, tonto de sol, pintado a cores de inverosímeis, multiplos fulgores, jardim das mil e uma fantasias. António Balté Cartaz de Flores do Algarve
RUMO AO SUL em 25.06.17

De mim podia falar-te

  De mim podia falar-te… mas não sei Que não saber é tudo o que te ofereço, E ao dar-te já recebo o que não tinha. Mendigo, pela vida, a coisa minha; A rés do sonho, ao rés do que (...)
RUMO AO SUL em 24.06.17

Fala mais baixo

  Fala mais baixo, deixa a tarde ser O entardecer crepuscular do ocaso; Se, por acaso, a noite não vier Que possa eu oferecer meu peito raso De luz, sanguínea e triste, como Espanca
RUMO AO SUL em 11.06.17

Ao Sul

  Deixássemos nós fluir, da ponta dos dedos, as carícias dedilhando a demora de uma ausência maior... e tudo, à nossa volta, desabrochava como um terreno inculto, ao Sul. Deixássemos (...)
RUMO AO SUL em 09.06.17

Tudo vale a pena

  De como tudo vale a pena Não há remorso de nada, embrenhado Na cadência dos dias e das noites; Tudo flui, por si e por inteiro. Não lembro o que não tive E do que sonhei ter… ainda (...)
RUMO AO SUL em 08.06.17

À altura do horizonte

  À altura do horizonte, Aceita-me o conselho; Esquece-te de ti, de olhares A ponta dos teus pés. Tu és o todo que contemplas, A reverberação da luz és tu, Na luz que ri… Ou será, de (...)
RUMO AO SUL em 06.06.17

Vou passar a noite com estes dias

(Rosa Alice Branco) Redescobrir-lhes as formas, os contornos e os limites desenhados milimetricamente na postura do olhar atento. Visita-me depois, bem mais tarde, quando, a desoras, o meu (...)
RUMO AO SUL em 04.06.17

Linhas do amor

  Linhas do amor na página da face Dos valados derrocados, pelas fazendas. Ó canto da cigarra tresloucado, Ensurdecendo amêndoas e al- farrobas. Rosa –dos- ventos; Almeixário antigo O (...)
RUMO AO SUL em 03.06.17

(Alentejo)

Sei dos meus poemas como sobreiros em carne viva e de todas as ralações do mundo; dos impérios (des) feitos em cacos e das ideologias como manteiga no focinho do cão, guardando o monte...
RUMO AO SUL em 03.06.17

Morre-se por aqui,

Morre-se por aqui, na letárgica maneira de um pássaro sem interesse pelo voo... Sustentamo- nos do ar rarefeito, na raridade do sonho possível de um oceano que espera ser desvirginado pela (...)
RUMO AO SUL em 03.06.17

Breves Notícias do Silêncio

  O interior da existência de um homem é o oceano mais profundo que possamos navegar; navegar, por dentro de um rumor constante, sob a mestria da lua, para que a melancolia nos surja como (...)
RUMO AO SUL em 28.05.17

Odeceixe.

  A fronteira entre o Algarve e o Alentejo encontra-se a praia de Odeceixe. Esta é uma das mais espetaculares praias do nosso litoral. Uma praia grande e bonita com uma grande ribeira a (...)
RUMO AO SUL em 24.05.17

Atira'tó mar

  Atira'tó mar e diz que t'empurrarem. Beija-me da boca e chama-me Tarzan Mo', qué que fazes aqui? Ma' p'qué que tu me deixaste da mão? Já tou fart' de pensar em ti. Tens uma mania qu' (...)
RUMO AO SUL em 24.05.17

Sou algarvia e vivo à beira-mar.

Aqui neste Algarve cheio de sol e luz marquei um dia o meu destino numa terra de humildes e heroicos pescadores – a Fuseta. Aldeia piscatória onde decorreu a minha infância, que conheceu (...)
RUMO AO SUL em 01.05.17

Mãe

Conheço a tua força, mãe, e a tua fragilidade. Uma e outra têm a tua coragem, o teu alento vital. Estou contigo mãe, no teu sonho permanente na tua esperança incerta Estou contigo na (...)
RUMO AO SUL em 28.04.17

O que faço melhor é contemplar

  O que faço melhor é contemplar e contemplo mal — o cristal dos meus olhos está cansado e o sopro matinal que tanto prazer me deu desprende-se já do corpo que julguei meu. Pouco a (...)
RUMO AO SUL em 26.04.17

Tudo será construído no silêncio

  Tudo será construído no silêncio, pela força do silêncio.Tudo será construído no silêncio, pela força do silêncio, mas o pilar mais forte da construção será uma palavra. Tão (...)
RUMO AO SUL em 26.04.17

Tarde de leite e rosas

  Tarde de leite e rosas. Cada aresta Tinha um rubi tremente: Fomos ouvir o canto da floresta, O seu canto de amor, ao sol-poente. . Tu querias sorver os poderosos Lamentos de saudade e comoção
RUMO AO SUL em 26.04.17

Que mais somos

  Que mais somos do que pó e desejo, reflexo baço dos sonhos por cumprir? Hálito frio dos dias derrotados na luta contra o esmeril do tempo que nos gasta lentamente. Que mais somos do que (...)
RUMO AO SUL em 26.04.17

Lenda de Estoi

  Diz a tradição antiga, Que é a voz do nosso Povo, Que, ao rumor duma cantiga, O que é velho é sempre novo. Só por isso, eu vou narrar O que alguém a mim contou, Numa noite de luar
RUMO AO SUL em 27.02.17

O silêncio

  O silêncio é agora a minha fala. Escrevo-o nas linhas rasgadas a céu aberto com um archote de palavras da chama ténue, quase ausente. De pena e aparo em riste como o dardo curvo e breve
RUMO AO SUL em 24.02.17

Hoje quero escrever

  Hoje quero escrever não pelo talhe doce do recorte oblíquo da forma redonda e quase perfeita da palavra, tal como o poema me pede. mas pela irregularidade agreste da sua mais viva e (...)
RUMO AO SUL em 24.02.17

O Pardal do Marble Bar

  Com as finas patas Saltinhos de luxo Mil migalhas cata O pardal gorducho E de salto em salto Feliz e contente Vai enchendo o papo Indiferente à gente Para o ano que vem Pela primavera
RUMO AO SUL em 24.02.17

Mar salgado

  Sou filha do mar salgado! Ando presa numa rede de que me vou libertar quando passar esta sede que tenho de tanto amar. Tenho nas mãos um arado que uso para abrir regos, e depositar sementes
RUMO AO SUL em 19.02.17

O gesto e o resto

Tudo tão perecível, tudo tão Frágil, tão efémero E, no entanto, Tudo tão perto do eterno. Juntamo-nos as mãos como quem busca No acto de as juntar, A certeza das coisas com que nunca
RUMO AO SUL em 17.02.17

Falemos

  Falemos então de todas essas coisas a que nunca soubemos dar um nome. Coisas como café e cerejas, coisas como memórias do verão de ontem e de tudo o que repousa já no ónix frio dos dias.
RUMO AO SUL em 09.02.17

Algarve, serras mansas

  Algarve, serras mansas, onduladas, Aos poucos aplanando-se em campinas… Praias de areia e rochas arrendadas… Verdes sapais e manchas de salinas… António Balté Cartaz elaboadopela (...)