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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

RUMO AO SUL em 07.10.17

Dias de então

  Há muito partiram os dias de então,Com a tabuada cantada ao serão!Quase nada resta a não ser o verão,Das tardes brincando jogando ao pião… Alfarroba torrada, azeite no pão,Broa (...)
RUMO AO SUL em 05.10.17

Serei

  Serei minúscula gota de águana garganta de uma aveou na corola de uma flor serei incandescente poalhana cauda de um cometae aterrarei no magma adormecido numa praia qualquer serei (...)
RUMO AO SUL em 03.10.17

Lenda para Lagoa

  Naqueles tempos antigos, Em tempos que já lá vão, Viviam como inimigos Os Povos moiro e cristão.Era a guerra sempre acesa, Tremenda, brava e cruel, E, ao redor, a natureza, Se tinha (...)
RUMO AO SUL em 01.10.17

Eurydice

  Eurydice perdida que no cheiro E nas vozes do mar procura Orpheu: Ausência que povoa terra e céu E cobre de silêncio o mundo inteiro. Assim bebi manhãs de nevoeiro E deixei de estar viva (...)
RUMO AO SUL em 01.10.17

Amo-te

  Amo-te. Amo amar-te. Ontem foste cascata, hoje és torrente, amanhã quem sabe? Talvez um rio. Um rio paciente? Exaltado? Amo amar-te e nunca sei quantos somos nesta cama: sinto a terra, (...)
RUMO AO SUL em 01.10.17

Lenda da moura de Albufeira

 Conta a lenda que o Rei Afonso III vivia na altura no castelo de Albufeira, nas muralhas do castelo, apaixonou-se pela escrava, uma moura que se chamava Alina, era uma moura muito linda e o (...)
RUMO AO SUL em 09.09.17

Dias de então

  Há muito partiram os dias de então, Com a tabuada cantada ao serão! Quase nada resta a não ser o verão, Das tardes brincando jogando ao pião… Alfarroba torrada, azeite no pão, Broa (...)
RUMO AO SUL em 04.09.17

A arte a nossos pés!

  A «Calçada Portuguesa» da Rua de Santo António, em Faro, foi construída em 1970 tornando pedonal aquela artéria . Foi projetada por Ramiro Fernandes e implementada por uma equipa (...)
RUMO AO SUL em 02.09.17

Laranja do Algarve

  Para descrever a laranja algarvia bastam duas palavras: SUMARENTA e DOCE. As nossas laranjas estão distinguidas pela União Europeia (UE) desde 21 de junho de 1996 com a indicação (...)
RUMO AO SUL em 01.09.17

Descrição do mar

  Árido corpo nas pedras deitado na magra substância da terra deitado lavrado — um corpo longo uma pura construção de formas absolutas — movimento circular sempre recomeçado: mar ou (...)
RUMO AO SUL em 31.08.17

O meu poema,

  Um corpo aberto, como os animais: Um potro que galopa a terra e o pó, A ave que se estende para voar. O meu poema, assim, é como o mar Que, ao babar-se, pela praia mete dó… Mas pincela, (...)
RUMO AO SUL em 29.08.17

Pensando, pensando

  Havia uma luz estampada no teto, Fenómeno estranho, mas muito completo. E eu via um olho fixado em mim, Tirando-me o sono, como um vigilante. Fosse eu rei mago ou cavaleiro andante,
RUMO AO SUL em 26.08.17

A Festa do Silêncio

  Escuto na palavra a festa do silêncio. Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se. As coisas vacilam tão próximas de si mesmas. Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas.
RUMO AO SUL em 26.08.17

E se tudo isto não fosse bem assim?

  E se tudo isto não fosse bem assim? Se não fossem os riachos aquilo que julgamos ser; Corpos de água em movimento… E se a brancura fosse apenas a ausência de cor e o silêncio (que (...)
RUMO AO SUL em 26.07.17

Tempo da Lenda das Amendoeiras

  Romance da princesa Do país dos gelos que Em terras de moirama Suspirava contado Em louvor da fantasia Dum povo que Nasce vive e morre Entre o céu e a água. (...) A Princesa Ai portas (...)
RUMO AO SUL em 26.07.17

Os algarvios

  "Os algarvios orgulham-se do seu carácter informal, simpático e acolhedor, recebendo bem os forasteiros e adaptando-se de forma positiva às mudanças que trouxe o crescimento do turismo (...)
RUMO AO SUL em 26.07.17

Lenda : A Fonte Coberta (Lagos)

    Em um sítio chamado a Fonte Coberta, nas proximidades de Lagos, existe encantado um mouro ou uma moura. Em certa ocasião foi uma pobre mulher buscar água à fonte, e ao afastar-se viu (...)
RUMO AO SUL em 26.06.17

Valados musgosos

  Ao pé dos valados musgosos, poderá não haver sol mas haverá, sempre, poesia... Ao pé dos valados musgosos, poderá não haver nem um pássaro, nem a resina dos pinheiros, mas haverá (...)
RUMO AO SUL em 25.06.17

À beira-mar

  Tal como um búzio caído Meu amor À beira-mar Pus na guitarra o ouvido Tive a alma a soluçar Pelo mar Com o mar Foi tão triste essa alegria Vibrando cá bem no fundo ó Meu amor, como (...)
RUMO AO SUL em 20.06.17

Rumor de água

  Onde um rumor de água é só silêncio, Tenho a surdez de mim, rasgada, inteira; Ofereço o ribombar desta maré De mil versos diversos, De canseira; morro de pé. Dezasseis luas altas Um (...)
RUMO AO SUL em 17.06.17

Alentejo

  Sei dos meus poemas como sobreiros em carne viva e de todas as ralações do mundo; dos impérios (des) feitos em cacos e das ideologias como manteiga no focinho do cão, guardando o monte...
RUMO AO SUL em 10.06.17

A Camões

  Ouvindo o que o mar dizia Com a surdez dos olhos meus, Fui escutando…e fiz-me deus Fiz-me ao mar…e fui POESIA. Fiz-me ao sal…e fui Império Fiz-me ao Sul…e fui a gesta. Perdi tudo. (...)
RUMO AO SUL em 08.06.17

Livre!

  Livre! Sou livre como é livre tudo Quanto, por ter nascido, mais não é; Sou livre, nesta força de maré Com que os versos me invadem, a miúdo. Ninguém me prende, nem o Amor sequer;
RUMO AO SUL em 07.06.17

Paisagem

  Deixo habitar, em mim, toda a paisagem; Entra pela pele nervos, pelas artérias E põe nuances, vagas e etéreas Para a descoberta, a breve cabotagem. E eu sou o que contemplo, a vastidão
RUMO AO SUL em 05.06.17

Morre-se por aqui

  Morre-se por aqui, na letárgica maneira de um pássaro sem interesse pelo voo... Sustentamo- nos do ar rarefeito, na raridade do sonho possível de um oceano que espera ser desvirginado (...)
RUMO AO SUL em 06.10.17

Aguardente de Medronho

  Aguardente de Medronho é tradição secular em Monchique A aguardente de medronho faz parte da identidade cultural e gastronómica da vila de Monchique e representa uma tradição secular (...)
RUMO AO SUL em 05.10.17

Não tenho lágrimas

  Não tenho lágrimasestou mais baixojunto à calVejo o solo extintoNão oiço ninguéme não regressoAdormecer talvezjunto a uma estacacom uma pequena pedrasobre as pálpebras   António (...)
RUMO AO SUL em 03.10.17

Setembro

  Não sei se te conheci em Setembro!A memória já me trai,mas gostava que tivesse sido…Setembro, o meu mês preferido,lânguido, sereno, quando a folha caie o ocaso da vida vai vencendo.Se (...)
RUMO AO SUL em 01.10.17

Outono

  Na mesma fusão de sentimentos fita no alvo firme à minha frente vou deixando pelo caminho lentamente a alegria do meu coração menino. Será o outono o culpado? Dizem que no cair da folha (...)
RUMO AO SUL em 01.10.17

Estendo-te as mãos

  Estendo-te as mãos E colho o canto dos pássaros E dos rios. Estendo-te as mãos E sorvo o gosto do orvalho E das neblinas. Estendo-te as mãos E o que acontece em mim? Sensuais desvarios (...)
RUMO AO SUL em 09.09.17

Ilha

  Onde encontrar-te ó mítica. Mística ilha do redondo azul a sempre, sempre mais além a sempre mais ao Sul de tudo, na deriva entre o algures e o nenhures. Ilha. Não o espaço físico.
RUMO AO SUL em 05.09.17

Costa Vicentina

  A Costa Vicentina localiza-se no litoral sudoeste da costa alentejana e barlavento algarvio em redor do Cabo de São Vicente. A Costa Vicentina e Parque Natural do Sudoeste Alentejano é o (...)
RUMO AO SUL em 03.09.17

Viver em verso

É verdade, Antónia: de tudo faço versos: é só parar, respirar fundo as humildes coisas em redor e deixar que eles me poisem nos ombros. Desde que gostosamente me recolhi no claustro dos (...)
RUMO AO SUL em 02.09.17

Ululou no pincel extranho de Rembrant

  Ululou no pincel extranho de Rembrant, O trágico da tinta, Eschylo da pintura; Foi triste e dolorosa em Cano e Zurbaran E em Rubens tomou idilica frescura. Com Velasques criou rajadas de epopeia E em Raphael foi d'uma doce grandeza;
RUMO AO SUL em 31.08.17

No orvalho dos mastros desta nau

  No orvalho dos mastros desta nau Teço uma teia de seda fina E na sua geometria radial Filha dos cavaleiros das águas Faço as asas do vento migrante Na luz do quarto minguante do luar
RUMO AO SUL em 28.08.17

Vem sentar-te comigo

  Anda, vem sentar-te comigo nesta falésia, anda ver o mar sentados devagar sob a copa deste pinheiro como se não houvesse mais espaço para preencher. Anda, vem ouvir a nuvem aproximar-se (...)
RUMO AO SUL em 26.08.17

Fragas

  Nas fragas nascem todos os princípios No dançar das águas toda a plenitude Sérgio Brito ... Partem as gaivotas das mais altas fragas no seu voo picado mergulham no mar vão ao mais (...)
RUMO AO SUL em 26.08.17

PORTAS ALGARVIAS

  A arquitetura tradicional algarvia reflete a história, o gosto popular e as necessidades das gentes do sul. As portas tradicionais são em madeira e quase sempre apresentam postigos que, (...)
RUMO AO SUL em 26.08.17

A vida

  A vida é uma corda puída, desfibrada, roída como um abandono, como um cansaço ou uma desistência, com um nó que não desfaço por estar só neste enlace com a ausência.
RUMO AO SUL em 26.08.17

Escrito na areia

  Tentei afogar no mar as súbitas ideias negras pássaros nocturnos pesando nos ombros Olho-os a estrebuchar nas águas Deus queira que não saibam nadar! Teresa Rita Lopes (Faro) Fotograf (...)
RUMO AO SUL em 26.07.17

Lenda da Moura de Pêra

  Numa povoação perto de Pêra, existe uma horta que tem um tanque e uma nora. Perto desse tanque estão enterrados, objetos muito valiosos. Conta-se, que naquele mesmo lugar, há muito (...)
RUMO AO SUL em 26.07.17

XARÉM

Mais conhecido no Algarve como Papas de Milho, tem a acompanhá-lo as ameijoas, as conquilhas, o berbigão, o toucinho frito e o chouriço. Marca única da cozinha regional algarvia, pode (...)
RUMO AO SUL em 29.06.17

Corridinho

  Tinha por regra correr, como doido, atrás da vida e na pressa desmedida erguia-se o meu viver. Corria atrás de mim mesmo como de fera evadida; que galope era essa vida, pelas fazendas, (...)
RUMO AO SUL em 27.06.17

Monte Boi

  Ó Monte Boi; retiro com o céu à minha altura. As nuvens, se quisesse, tocava com os dedos. Ninguém mora nas casas, os templos dos segredos da história de outras vidas, constante formosura.
RUMO AO SUL em 25.06.17

De mim podia falar-te

  De mim podia falar-te… mas não sei Que não saber é tudo o que te ofereço, E ao dar-te já recebo o que não tinha. Mendigo, pela vida, a coisa minha; A rés do sonho, ao rés do que (...)
RUMO AO SUL em 24.06.17

Fala mais baixo

  Fala mais baixo, deixa a tarde ser O entardecer crepuscular do ocaso; Se, por acaso, a noite não vier Que possa eu oferecer meu peito raso De luz, sanguínea e triste, como Espanca
RUMO AO SUL em 11.06.17

Ao Sul

  Deixássemos nós fluir, da ponta dos dedos, as carícias dedilhando a demora de uma ausência maior... e tudo, à nossa volta, desabrochava como um terreno inculto, ao Sul. Deixássemos (...)
RUMO AO SUL em 09.06.17

Tudo vale a pena

  De como tudo vale a pena Não há remorso de nada, embrenhado Na cadência dos dias e das noites; Tudo flui, por si e por inteiro. Não lembro o que não tive E do que sonhei ter… ainda (...)
RUMO AO SUL em 08.06.17

À altura do horizonte

  À altura do horizonte, Aceita-me o conselho; Esquece-te de ti, de olhares A ponta dos teus pés. Tu és o todo que contemplas, A reverberação da luz és tu, Na luz que ri… Ou será, de (...)
RUMO AO SUL em 06.06.17

Vou passar a noite com estes dias

(Rosa Alice Branco) Redescobrir-lhes as formas, os contornos e os limites desenhados milimetricamente na postura do olhar atento. Visita-me depois, bem mais tarde, quando, a desoras, o meu (...)
RUMO AO SUL em 04.06.17

Linhas do amor

  Linhas do amor na página da face Dos valados derrocados, pelas fazendas. Ó canto da cigarra tresloucado, Ensurdecendo amêndoas e al- farrobas. Rosa –dos- ventos; Almeixário antigo O (...)
RUMO AO SUL em 03.06.17

(Alentejo)

Sei dos meus poemas como sobreiros em carne viva e de todas as ralações do mundo; dos impérios (des) feitos em cacos e das ideologias como manteiga no focinho do cão, guardando o monte...