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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

(Alentejo)


Sei dos meus poemas como sobreiros em carne viva e de todas as ralações do mundo; dos impérios (des) feitos em cacos e das ideologias como manteiga no focinho do cão, guardando o monte...
Sei dos meus poemas como o cante dolente e barroco por precisar da solidão e desconforto.
E se, por vezes, finjo estar dormindo... durmo envolto na samarra em pleno Verão; e digo-vos que estive “dormimorrendo” mas morrer, por agora, ainda não.

Manuel Neto Dos Santos, "Aurora Boreal ao Sul"
(Alcantarilha, 21 de laneiro de 1959)

Arte - Estremoz por Isabel Zamith