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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

Livre!

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Livre! Sou livre como é livre tudo
Quanto, por ter nascido, mais não é;
Sou livre, nesta força de maré
Com que os versos me invadem, a miúdo.
Ninguém me prende, nem o Amor sequer;
Sou homem livre. Que maior riqueza
Não pode ter doado a natureza
A quem se libertou, logo ao nascer?
Traz, o esplendor do dia, a placidez da noite.
Traz, em teu corpo todo, o encanto que preciso...
Cantar-te-ei, de mim, outro cantar de Amigo.
Cantar- te-ei, de nós, o amor onde se acoite.
Traz, de uma noite, a calma, do dia o alvoroço
Que ponha, em nossos corpos, um reboliço imenso;
E dar-te-ei, de mim, de nós espiral de incenso.

Manuel Neto Dos Santos, em "Do espanto que, pelas sombras, se equilibra à luz do dia claro, à noite escura" (a publicar)
(S. Bartolomeu de Messines)

Fotografia de Pedro Cabeçadas
(Faro)