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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

Mar sem praias

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Num amor grande como um mar sem praias,
Sem os teus beijos, minha pele é sobro.
Minha alma, de sal, já tem o dobro
Do mar que tem, nas ondas, suas aias.
Faço dos versos, rimas, as alfaias
Para dar à saudade um fim, pôr cobro
Ao pranto do meu rosto, tão salobro,
E vejo que, memória, me desmaias.
Ergue-te e anda, tu, fascínio ancião
Pela calda de espuma e madrepérola;
Sinto ainda nas mãos a dor de férula;
Palmatoada agreste em plena escola,
E roupa recebida, por esmola...
Mas fui rico, por ti, amor de então.

Manuel Neto Dos Santos
(Messines)
 
Fotografia Leos Photos