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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

RUMO AO SUL em 07.01.18

Frente ao mar

Frente ao marmeu corpo ardente e nu de marinheiro pelo sangue. Fervem-me nas veias um milhão de ondas em repouso. Em meus olhos cativos e saudosos — imagem da minha solidão imensa — o (...)
RUMO AO SUL em 31.08.17

No orvalho dos mastros desta nau

 No orvalho dos mastros desta nau Teço uma teia de seda fina E na sua geometria radial Filha dos cavaleiros das águas Faço as asas do vento migranteNa luz do quarto minguante do luar Por (...)
RUMO AO SUL em 07.06.17

Paisagem

 Deixo habitar, em mim, toda a paisagem; Entra pela pele nervos, pelas artérias E põe nuances, vagas e etéreas Para a descoberta, a breve cabotagem. E eu sou o que contemplo, a vastidão
RUMO AO SUL em 26.04.17

Que mais somos

 Que mais somos do que pó e desejo, reflexo baço dos sonhos por cumprir?Hálito frio dos dias derrotados na luta contra o esmeril do tempo que nos gasta lentamente.Que mais somos do que este (...)
RUMO AO SUL em 18.02.17

Mar Português

  Ó mar salgado. quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quanos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casarPara que fosses nosso, (...)
RUMO AO SUL em 08.07.16

Sulino

 Entre olivais, que são legado de grandeza, Alfarrobeiras que de luto estão,
RUMO AO SUL em 01.10.17

Amo-te

 Amo-te. Amo amar-te. Ontem foste cascata, hoje és torrente, amanhã quem sabe? Talvez um rio. Um rio paciente? Exaltado? Amo amar-te e nunca sei quantos somos nesta cama: sinto a terra, vejo (...)
RUMO AO SUL em 28.08.17

Vem sentar-te comigo

 Anda, vem sentar-te comigo nesta falésia, anda ver o mar sentados devagar sob a copa deste pinheiro como se não houvesse mais espaço para preencher. Anda, vem ouvir a nuvem aproximar-se do (...)
RUMO AO SUL em 03.06.17

Breves Notícias do Silêncio

 O interior da existência de um homem é o oceano mais profundo que possamos navegar; navegar, por dentro de um rumor constante, sob a mestria da lua, para que a melancolia nos surja como quem (...)
RUMO AO SUL em 24.02.17

Sempre as palavras

 Sempre as palavras só as palavras, esses corcéis de vento e espuma velozes como um açoite, moldáveis como barro duras como granito, no trote marcado na fímbria e no grito de cada noite,