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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

Terra onde nasci...

 

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Ó terra onde nasci, Algarve da Legenda,
Velho Senhor do mar, namorado da Cor,
Onde em noites de sonho, em ternuras de lenda,
O luar branco beija a amendoeira em flor!

Quisera-te cantar, numa alta expressão
De artístico recorte e mágica beleza,
Com versos em que houvesse a fina sedução
E o gracioso lavor das rendas de Veneza.

Mas fica-se-me a voz humílima, sem brilhos,
Apenas no esboçar de um desgarrado canto,
E eu tenho de pedir-te, ó berço dos meus filhos,
Perdão por não saber falar do teu Encanto.
(excerto)

.
João Braz, em "Esta Riqueza Que o Senhor Me Deu..."
(S. Brás de Alportel-13 de março de 1912 \ Portimão - 22 de junho de 1993)

Cartaz realizado com fotografias de Pedro Cabeçadas