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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

RUMO AO SUL em 24.06.18

A Mulher

 Se é clara a luz desta vermelha margemé porque dela se ergue uma figura nuae o silêncio é recente e todavia antigoenquanto se penteia na sombra da folhagem.Que longe é ver tão perto o (...)
RUMO AO SUL em 22.06.18

Conquista

 Livre não sou, que nem a própria vida Mo consente. Mas a minha aguerrida Teimosia É quebrar dia a dia Um grilhão da corrente. Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim (...)
RUMO AO SUL em 22.06.18

Peço a Paz

 Peço a paze o silêncioA paz dos frutose a músicade suas sementesabertas ao ventoPeço a paze meus pulsos traçam na chuvaum rosto e um pãoPeço a pazsilenciosamentea paz a madrugada em (...)
RUMO AO SUL em 21.06.18

Balada para uma Mãe

Descalça vai para o marMaria pela manhãLeva xailinho de lãLeva pressa no andarLeva na orla da saiaRaminhos de muitas floresLembrança dos seus amoresEspalhados pela praiaLeva nos braços de neve
RUMO AO SUL em 13.03.18

O Reino dos Algarves

  O Algarve (al-Gharb ) foi considerado, durante séculos, e até à proclamação da República Portuguesa em 5 de Outubro de 1910, como o segundo reino da Coroa Portuguesa — um reino de (...)
RUMO AO SUL em 13.02.18

Quem sabe...

 Quem sabe o que pensam os homens na crista das ondas de um tempo esquecido sem o astrolábio que os leve a bom porto… Josefa Lima, no livro “Confluências” (Vila Real de Santo António)
RUMO AO SUL em 13.02.18

Celebração

 Que a minha ínfima essência Atravesse o mar E o mar me embale e me cubra Com a sua transparência E o meigo sol Alegre a minha eternidade E as gaivotas me tragam O riso das crianças Que a (...)
RUMO AO SUL em 13.02.18

Flutuar

 Flutuar. Apenas e só flutuar. Flutuar sem outra preocupação que não essa. A de flutuar. Em puro abandono, manter o dorso à flor da espuma e do sal, paralelo ao curso irregular da maré,
RUMO AO SUL em 13.02.18

O Amor

  Deus — talvez esteja aqui, neste pedaço de mim e de ti, ou naquilo que, de ti, em mim ficou. Está nos teus lábios, na tua voz, nos teus olhos, e talvez ande por entre os teus cabelos, ou (...)
RUMO AO SUL em 29.01.18

A fragrância das flores

 Vai até à sombra da paz e do conforto A fragrância das flores; Rubras papoilas (Lábios de efebos, que não de moçoilas), Frescura dos prados, Fresquidão do horto.Manuel Neto dos Santos, (...)
RUMO AO SUL em 29.01.18

Gosto de acreditar

  Gosto de acreditar que a vida não acontece por acaso. Que não vivemos apenas de forma aleatória. Que as coisas que nos acontecem — sem serem opção claramente nossa — não acontecem (...)
RUMO AO SUL em 12.01.18

ALGARVE Casa Tradicional

  Casa Tradicional Inspirações mourasA arquitectura tradicional algarvia reflecte a história, o gosto popular e as necessidades das gentes do sul. A brancura da cal nas paredes, eficaz (...)
RUMO AO SUL em 09.01.18

Há todo um mar...

 Há todo um mar inteiro, imenso e manso na volúpia e no balanço desse teu jeito de caminhar. Anca subida, maré cheia anca em baixo, praia-mar um subtil maneio, um enleio que me enleia
RUMO AO SUL em 07.01.18

A Cegonha (Canção alentejana )

  O meu bem a sério Inda não nasceu Deus queira que nasça Deus queira que nasça P'ró amar sou eu. Lá vem a cegonha No bico um raminho De meia encarnada Vem dando à chegada Ao seu velho ninho.
RUMO AO SUL em 07.01.18

Saudades tuas ...

 Acordei com saudades tuas.Há algum tempo que as saudades não me acordavam assim. Fiquei às voltas a relembrar-te. Quanto mais te relembrava, mais vontade sentia de te contar os meus dias, (...)
RUMO AO SUL em 07.10.17

Dias de então

 Há muito partiram os dias de então,Com a tabuada cantada ao serão!Quase nada resta a não ser o verão,Das tardes brincando jogando ao pião…Alfarroba torrada, azeite no pão,Broa (...)
RUMO AO SUL em 05.10.17

Serei

 Serei minúscula gota de águana garganta de uma aveou na corola de uma florserei incandescente poalhana cauda de um cometae aterrarei no magma adormecido numa praia qualquerserei minúsculo grão
RUMO AO SUL em 03.10.17

Lenda para Lagoa

 Naqueles tempos antigos, Em tempos que já lá vão, Viviam como inimigos Os Povos moiro e cristão.Era a guerra sempre acesa, Tremenda, brava e cruel, E, ao redor, a natureza, Se tinha gosto, (...)
RUMO AO SUL em 01.10.17

Eurydice

 Eurydice perdida que no cheiro E nas vozes do mar procura Orpheu: Ausência que povoa terra e céu E cobre de silêncio o mundo inteiro.Assim bebi manhãs de nevoeiro E deixei de estar viva e (...)
RUMO AO SUL em 01.10.17

Amo-te

 Amo-te. Amo amar-te. Ontem foste cascata, hoje és torrente, amanhã quem sabe? Talvez um rio. Um rio paciente? Exaltado? Amo amar-te e nunca sei quantos somos nesta cama: sinto a terra, vejo (...)
RUMO AO SUL em 01.10.17

Lenda da moura de Albufeira

 Conta a lenda que o Rei Afonso III vivia na altura no castelo de Albufeira, nas muralhas do castelo, apaixonou-se pela escrava, uma moura que se chamava Alina, era uma moura muito linda e o (...)
RUMO AO SUL em 09.09.17

Dias de então

 Há muito partiram os dias de então, Com a tabuada cantada ao serão! Quase nada resta a não ser o verão, Das tardes brincando jogando ao pião…Alfarroba torrada, azeite no pão, Broa (...)
RUMO AO SUL em 04.09.17

A arte a nossos pés!

  A «Calçada Portuguesa» da Rua de Santo António, em Faro, foi construída em 1970 tornando pedonal aquela artéria . Foi projetada por Ramiro Fernandes e implementada por uma equipa (...)
RUMO AO SUL em 02.09.17

Laranja do Algarve

  Para descrever a laranja algarvia bastam duas palavras: SUMARENTA e DOCE. As nossas laranjas estão distinguidas pela União Europeia (UE) desde 21 de junho de 1996 com a indicação (...)
RUMO AO SUL em 01.09.17

Descrição do mar

 Árido corpo nas pedras deitado na magra substância da terra deitado lavrado — um corpo longo uma pura construção de formas absolutas — movimento circular sempre recomeçado: mar ou mármore
RUMO AO SUL em 31.08.17

O meu poema,

 Um corpo aberto, como os animais: Um potro que galopa a terra e o pó, A ave que se estende para voar. O meu poema, assim, é como o mar Que, ao babar-se, pela praia mete dó… Mas pincela, a (...)
RUMO AO SUL em 29.08.17

Pensando, pensando

 Havia uma luz estampada no teto, Fenómeno estranho, mas muito completo.E eu via um olho fixado em mim, Tirando-me o sono, como um vigilante. Fosse eu rei mago ou cavaleiro andante, Julgava (...)
RUMO AO SUL em 26.08.17

A Festa do Silêncio

 Escuto na palavra a festa do silêncio. Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se. As coisas vacilam tão próximas de si mesmas. Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas. É (...)
RUMO AO SUL em 23.06.18

Meus poemas são gaivotas

 Meus poemas são gaivotasQue partem p'ró infinito...Em terra soltam o gritoVão para terras remotasNessas paragens ignotasElas vagueiam no espaçoAnseiam por outras rotasOnde não lhe dão abraçoGaiv (...)
RUMO AO SUL em 22.06.18

Insónia Alentejana

 Pátria pequena, deixa-me dormir,Um momento que seja,No teu leito maior, térrea planuraOnde cabe o meu corpo e o meu tormento.Nesta larga brancuraDe restolhos, de cal e solidão,E ao lado do (...)
RUMO AO SUL em 21.06.18

Eternamente

Enquanto nos teus olhos encontrarO verde das searasA imensidão do marE essa explosão de estrelasque brilha no luar..Enquanto o sol brincar no teu sorrisoE o dia amanhecer Doce, brilhante e quente. Enq (...)
RUMO AO SUL em 21.06.18

De repente...

 Estou de partidaE eu, aventureira,Que desejo tanto esta evasãoDe repente…Paro e sou, somente,Dúvida, medo, hesitação.A terra inteiraSe estende à minha frente !Sonhei partir,Em louca (...)
RUMO AO SUL em 13.02.18

Uma Tela

 Colado à fragrância da rosa o movimento do ser que dança e flutua negando a gravidade nesse singular momento no espaço e no tempo flor e ser são já eternidade Josefa Lima (Vila Real (...)
RUMO AO SUL em 13.02.18

A Palavra

 Entre os dedos volantes do silêncio e da água nasceu a palavra A palavra é a minha nudez pela palavra liberto-me da canga que resta no pescoço já roçado Josefa Lima, no livro " No Sul (...)
RUMO AO SUL em 13.02.18

Cheiros da Serra (Monchique)

 O sol na serra cheira a alecrim, A rosmaninho, urze e azinheira. Ribeira rega o chão como jardim E nos vales perdura a laranjeira.A flor da esteva cobre a ribanceira, Que namora o (...)
RUMO AO SUL em 31.01.18

Melancolia

 Oh dôce luz! oh lua! Que luz suave a tua, E como se insinua Em alma que fluctua De engano em desengano! Oh creação sublime! A tua luz reprime As tentações do crime, E á dôr que nos opprime
RUMO AO SUL em 29.01.18

Filhos da Terra

 Começo o dia a fazer gestos supérfluos mas de que me sustento: Digo “Bom dia” às flores da casa e da varanda mesmo às urtigas que aí agora proliferam. Não, não as extermino.
RUMO AO SUL em 29.01.18

Lenda da Ria Formosa

 No tempo antigo de Gharb mourisco, um cristão corria riscos e vivia perigos e a própria natureza emudecia, perdia cor e brilho sob a Lei moura. Nos seus grandes castelos ao longo do Litoral, (...)
RUMO AO SUL em 07.01.18

Frente ao mar

Frente ao marmeu corpo ardente e nu de marinheiro pelo sangue. Fervem-me nas veias um milhão de ondas em repouso. Em meus olhos cativos e saudosos — imagem da minha solidão imensa — o (...)
RUMO AO SUL em 07.01.18

Platibanda

 Azul-cobalto, almagre, amarelo ocre, aqui e ali um verde escurecido dão vida às casas algarvias através das suas platibandas. Platibandas que são parapeitos baixos a conter as açoteias (...)
RUMO AO SUL em 07.01.18

O corridinho

 O corridinho, que também se baila em algumas terras do Ribatejo e do Alentejo, é sem dúvida a dança mais tradicional do Algarve. Os pares juntos numa roda dançam ao ritmo da música e do (...)
RUMO AO SUL em 06.10.17

Aguardente de Medronho

 Aguardente de Medronho é tradição secular em MonchiqueA aguardente de medronho faz parte da identidade cultural e gastronómica da vila de Monchique e representa uma tradição secular que (...)
RUMO AO SUL em 05.10.17

Não tenho lágrimas

 Não tenho lágrimasestou mais baixojunto à calVejo o solo extintoNão oiço ninguéme não regressoAdormecer talvezjunto a uma estacacom uma pequena pedrasobre as pálpebras António Ramos (...)
RUMO AO SUL em 03.10.17

Setembro

 Não sei se te conheci em Setembro!A memória já me trai,mas gostava que tivesse sido…Setembro, o meu mês preferido,lânguido, sereno, quando a folha caie o ocaso da vida vai vencendo.Setembro ,árvores vestidas de tons dourados,
RUMO AO SUL em 01.10.17

Outono

 Na mesma fusão de sentimentos fita no alvo firme à minha frente vou deixando pelo caminho lentamente a alegria do meu coração menino. Será o outono o culpado? Dizem que no cair da folha (...)
RUMO AO SUL em 01.10.17

Estendo-te as mãos

 Estendo-te as mãos E colho o canto dos pássaros E dos rios. Estendo-te as mãos E sorvo o gosto do orvalho E das neblinas. Estendo-te as mãos E o que acontece em mim? Sensuais desvarios Dos (...)
RUMO AO SUL em 09.09.17

Ilha

 Onde encontrar-te ó mítica. Mística ilha do redondo azul a sempre, sempre mais além a sempre mais ao Sul de tudo, na deriva entre o algures e o nenhures. Ilha. Não o espaço físico.
RUMO AO SUL em 05.09.17

Costa Vicentina

 A Costa Vicentina localiza-se no litoral sudoeste da costa alentejana e barlavento algarvio em redor do Cabo de São Vicente. A Costa Vicentina e Parque Natural do Sudoeste Alentejano é o (...)
RUMO AO SUL em 03.09.17

Viver em verso

É verdade, Antónia: de tudo faço versos: é só parar, respirar fundo as humildes coisas em redor e deixar que eles me poisem nos ombros. Desde que gostosamente me recolhi no claustro dos (...)
RUMO AO SUL em 31.08.17

No orvalho dos mastros desta nau

 No orvalho dos mastros desta nau Teço uma teia de seda fina E na sua geometria radial Filha dos cavaleiros das águas Faço as asas do vento migranteNa luz do quarto minguante do luar Por (...)
RUMO AO SUL em 28.08.17

Vem sentar-te comigo

 Anda, vem sentar-te comigo nesta falésia, anda ver o mar sentados devagar sob a copa deste pinheiro como se não houvesse mais espaço para preencher. Anda, vem ouvir a nuvem aproximar-se do (...)
RUMO AO SUL em 26.08.17

Fragas

 Nas fragas nascem todos os princípios No dançar das águas toda a plenitudeSérgio Brito...Partem as gaivotas das mais altas fragas no seu voo picado mergulham no mar vão ao mais profundo (...)
RUMO AO SUL em 26.08.17

PORTAS ALGARVIAS

 A arquitetura tradicional algarvia reflete a história, o gosto popular e as necessidades das gentes do sul. As portas tradicionais são em madeira e quase sempre apresentam postigos que, nas (...)
RUMO AO SUL em 26.08.17

A vida

 A vidaé uma corda puída, desfibrada, roída como um abandono, como um cansaço ou uma desistência,com um nó que não desfaço por estar só neste enlace com a ausência.