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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

Agosto

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No fim deste agosto, sem nuvens no ar,
Lembrei-me do tempo do figo maduro
Em ramos de infância, sorrindo ao futuro,
Nas noites bordadas com tons de luar.

Trepei a figueira, comi do manjar
Exposto na taça do sonho mais puro.
Sentei a boneca, comigo, no muro
De pedras caiadas p´lo meu despertar.

Silêncios falados trouxeram sentenças
Que tingem meu céu de saudades imensas
E néctares que inundam os meses de agosto.

Secou-se a figueira dos tempos antigos.
Há ramos sem folhas, que deixam os figos
Com rugas e secos, lembrando o meu rosto.

Glória Marreiros
(Monchique)
 
Imagem - postal algarvio