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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

Corridinho

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Na eira da tia Anica
Anda tudo em alvoroço!
Parado é que ninguém fica,
Seja velho ou seja moço...

Nunca mais acaba a "moda"
Tocada em "fole" e "ferrinhos",
E os pares giram à roda,
À roda,
À roda,
Aos pulinhos!

Parece que os pés têm asas,
Não há tréguas nem canseiras.
E, à luz do luar, são brasa
Os olhos das montanheiras!

Ai que moças! Entontece
A gente olhá-las!
Apetece
Abraçá-las,
Apertá-las
Com jeitinho,
E levá-las
De faces afogueadas,
As ancas em requebradas
Nas voltas dum corridinho!

Eis que, à voz dum mandador
Cessa a barulheira toda;
Têm que os pares se dispor
P´ra formar a grande roda.

«Atenção! Vai começar!»
(Fica tudo em prevenção)
«De roda! Vá de rodar!,
Cada qual com o seu par,
E não haja confusão!...»

«Puladinho quero ver!»

«Meia volta, e troca o par»

«Puladinho, puladinho,
tudo certo
sem parar!»

João Braz, em "Esta Riqueza Que o Senhor Me Deu..."
(S. Brás de Alportel-13 de março de 1912 \ Portimão - 22 de junho de 1993)

Fotografia - "Corridinho Algarvio"

 

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