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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

Eu nasci no Alentejo

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Podes ter tudo o que queres
De certeza não te invejo
Eu sou pobre como Judas
Eu nasci no Alentejo.

Do que tu tens nada invejo
Do que sou não tive ajudas
Hoje passo, não saúdas
Eu nasci no Alentejo.

Olha que até o poejo
Cheira no rego à distância
Criados em abundância
Nascemos no Alentejo.

Crescendo no rego dos brejos
Sem do homem ter ajuda
Somos pobres como Judas
Nascemos no Alentejo.

Margarida Correia
 
Cartaz elaborado com imagens retiradas do Google