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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

Fim do Dia

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A sombra da noite varreu a cidade
E o sol no poente perdeu claridade.

Então, o negrume desceu lentamente
E a testa encostada à vidraça da rua,
Olhando o vazio da sorte presente,
Que a paz também cansa se não se recua.

A hora é mágica e puxa o passado.
Numa vida longa, já muito se viu,
Já tantos passaram por dentro ou ao lado.
Amores, amigos, família partiu.

Cruzaram comigo pessoas de bem,
Passaram algumas mas outras ficaram,
E andaram ao lado, felizes também,
Porém, outras inda plo mal se marcaram.

Assim, pensamentos nos dão revisões
Da dada matéria, com folhas já lidas
Ou livro esquecido por fracas lições.
Se esta é minha vida, iguala outras vidas.

A testa no vidro, a hora que avança
E a mente trabalha e nunca descansa…

Faro, 29 de novembro de 2015
Tito Olívio

Fotografia de Pedro Cabeçadas
(Faro)

 

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