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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

Meu Algarve

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Meu Algarve encantador,
P´ra o poeta e p´ra o pintor
Tens motivos de sobejo…
Até eu, se tivesse arte,
Queria ao mundo mostrar-te
Como te sinto e te vejo.

Meu Algarve encantador,
A par da tua alegria,
Tens o encanto, a magia,
Das amendoeiras em flor.

Meu qu´rido Algarve em Janeiro,
Ao turista endinheirado,
escondes o corpo ulcerado
no fatinho domingueiro.

Só vêem flores os olhos
Desses ilustres senhores
Mas no Algarve, os abrolhos
São muito mais do que as flores.

Mas quem, como eu, o conhece,
Sabe que ele infelizmente
Por dentro é muito diferente
Do que por fora parece.

 

António Aleixo (Vila Real de Santo António, 18/2/1899 – Loulé, 16/11/1949)

 

Arte - Albufeira (Praia dos Barcos), por José Amando de Lima Dâmaso