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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

Ó minha lua

 

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Teu romantismo bebo, ó minha lua,
num cálice esculpido em pedra grés
que derramo, por mim, cabeça aos pés,
línguas de sangue sobre a pele nua.
Cerimónia pagã, junto aos menires,
por entre os estevais de flores nevadas…
ó lua, minha irmã, irmã dos prados,
do meu génio; esta herança dos vizires.
Decanta-me, a desoras, nova luz
para receber a aurora, por inteiro…
irmana-te da alma, como o outeiro
e veste-me de enlace que seduz.

Manuel Neto Dos Santos
(Alcantarilha)

Fotografia - Luar Algarvio por Leos Photos