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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

Porto sem ter mar

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A minha serra cheira a rosmaninho
E tem o doce aroma do medronho.
Nos dias que lá vou, sempre deponho
Os olhos no lugar que foi meu ninho.

A rosa mais silvestre esconde o espinho,
Temendo ver meu rosto mais tristonho.
Aquela terra é hoje um novo sonho,
Com tojos transformados em arminho.

Guarda as minhas memórias, desacatos,
As rendas dos vestidos, os retratos
E as brincadeiras todas, numa dança.

A minha serra é porto sem ter mar,
Onde ancoro os meus anos, com pesar
De nunca mais voltar a ser criança.

Glória Marreiros
(Portimão)

Fotografia da Serra de Monchique - Algarve

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