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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

Se o corpo me pedir...

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Se o corpo me pedir um mar de pranto,
Por todos os que sofrem nesta vida,
Dos meus versos farei uma guarida
E vou chorar por eles noutro canto.

Por vezes, sou diabo, outras santo,
Perdidas folhas mortas na avenida.
Quem nunca foi amada nem querida
Comigo venha, cubra-se em meu manto.

Queria ser o sol em cada alma,
Jarrão da china com lilás e palma,
Pintar, da luz do céu, cada matiz,

Pois, dar de mim aos outros, foi meu lema
E fiz da dor alheia o meu poema
Pra ver ao pé de mim alguém feliz.

Tito Olívio
(Faro)

Fotografia de Laura Almeida Azevedo

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