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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

Ser poeta, por um dia..

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Ser poeta, por um dia,
Isso sim, eu gostaria
Para te ensinar, a cantar.
Ser gaivota,
Ave de arribação,
Embeber-te de paixão
E nas asas te levar,
A um mar de fantasia.
No cheiro da maresia,
Quando a onda espreguiçar
Ao de leve, te beijar
Isso sim, eu gostaria
Ser poeta por um dia!

Ser poeta por um dia,
Isso sim eu gostaria.
Ser papagaio de papel
E levar-te num corcel
Salpicado de poesia,
Umas asas te faria
Para contigo voar
E o teu corpo desfrutar.
Nas nuvens te deitaria
Isso sim, eu gostaria
Ser poeta, por um dia!

Ser poeta, por um dia,
Isso sim, eu gostaria
De viver na ilusão.
Ser ave de arribação
Ou papagaio de papel.
Nesse mar de fantasia,
Quando a onda espreguiçar
No cheiro da maresia,
Nas asas, que te faria
Para contigo voar.
Nas nuvens te deitaria,
Uma paixão queimaria
Isso sim, eu gostaria
Ser poeta , por um dia!

Ser poeta, por um dia,
Isso sim, eu gostaria.
Ao despertar da aurora.
Sou um homem meio-cansado.
És guitarra do meu fado
Eu quero, cantar-te agora!
Isso sim, eu gostaria
Ser poeta por um dia!

Manuel do Rio
(Vila Real de Santo António, 3 de julho de 1937)

Fotografia - Jorge Florêncio