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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

Solidão

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Que venham todos os pobres da Terra
os ofendidos e humilhados
os torturados
os loucos:
meu abraço é cada vez mais largo
envolve-os a todos!

Ó minha vontade, ó meu desejo
— os pobres e os humilhados
todos
se quedaram de espanto!...

(A luz do Sol beija e fecunda
mas os místicos andaram pelos séculos
construindo noites
geladas solidões.)

Manuel da Fonseca, em "Poemas Dispersos"
(Santiago do Cacém, 12 de outubro de 1911 — Lisboa, 11 de março de 1993)

 

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