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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

RUMO AO SUL em 13.02.18

Celebração

 Que a minha ínfima essência Atravesse o mar E o mar me embale e me cubra Com a sua transparência E o meigo sol Alegre a minha eternidade E as gaivotas me tragam O riso das crianças Que a (...)
RUMO AO SUL em 01.09.17

Descrição do mar

 Árido corpo nas pedras deitado na magra substância da terra deitado lavrado — um corpo longo uma pura construção de formas absolutas — movimento circular sempre recomeçado: mar ou mármore
RUMO AO SUL em 06.06.17

Vou passar a noite com estes dias

(Rosa Alice Branco) Redescobrir-lhes as formas, os contornos e os limites desenhados milimetricamente na postura do olhar atento. Visita-me depois, bem mais tarde, quando, a desoras, o meu (...)
RUMO AO SUL em 24.02.17

Sou daqui

 Bichos somos de um certo chão o único em que nossos passos encontram seu verdadeiro sítio e som e ritmo e nossos sentidos desabrocham suas mais íntimas pétalas. Sou daqui. Só aqui pertenço
RUMO AO SUL em 26.01.17

O Meu Reino

 No meu reino sinto-me rainha, a coroa é de flor de laranjeira, cabelos cor de espiga madurinha, a boca de romã, sorri brejeira... No meu reino o mar é o senhor, pode ser guerreiro altivo, (...)
RUMO AO SUL em 26.08.17

Fragas

 Nas fragas nascem todos os princípios No dançar das águas toda a plenitudeSérgio Brito...Partem as gaivotas das mais altas fragas no seu voo picado mergulham no mar vão ao mais profundo (...)
RUMO AO SUL em 26.08.17

Escrito na areia

 Tentei afogar no mar as súbitas ideias negras pássaros nocturnos pesando nos ombrosOlho-os a estrebuchar nas águasDeus queira que não saibam nadar!Teresa Rita Lopes (Faro)Fotografia de (...)
RUMO AO SUL em 24.02.17

Gosto do Inverno e do mar

 Gosto do Inverno e do mar. Da água alterada em espuma fustigando os pontões do tempo. Da memória, da infância agreste e fria como um vento assíduo e persistente, desse afago coado da (...)
RUMO AO SUL em 24.02.17

Na rota das gaivotas

   Na rota das gaivotas há linhas cruzadas nos voos bisados da proa à popa Há um frémito incessante Há gritos estridentes no lançar e recolher das redes… são homens são aves
RUMO AO SUL em 23.01.17

Senhora da rocha

   Tu não estás como Vitória à proa Nem abres no extremo do premonitório as tuas asas Nem caminhas descalça nos teus pátios quadrados e caiados Nem desdobras o teu manto na escultura do vento Nem ofereces o teu ombro à seta da luz pura