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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

RUMO AO SUL em 15.08.18

Esta idade

 Esta idade,pássaro triste pousadono leito azuldeste rio sempre em corridacom destino marcado, ao sulda vida,vento Suão fortenavegando-nos a pelepelo norte,mas que sucumbe sem apeloà breve (...)
RUMO AO SUL em 11.08.18

Mar de dentro

 Mar de dentro,a aparentetranquilidade deste tempo,desta idade,na conjugação do ser e do sentir.Mar de dentro,mar metafísico do devirnesta latente serenidadeque não sendo ainda luzporém é (...)
RUMO AO SUL em 09.08.18

O silêncio

 O silêncioescoa lentona ampulheta cabisbaixa dos minutos,ecoa pesadona fímbria madura e vibrátil das horas,acama-se sedimentadono aluvião vencido dos dias repetidos.O silêncio não é,do (...)
RUMO AO SUL em 01.08.18

O hálito do mar

 O hálito do marfeito brisa e maresialambe-me as artérias,excitando a glândula da inspiração.Daí a acentuada salinidade do verbo,o remoinho das vogais,no azul das consoantese na espuma (...)
RUMO AO SUL em 13.02.18

Flutuar

 Flutuar. Apenas e só flutuar. Flutuar sem outra preocupação que não essa. A de flutuar. Em puro abandono, manter o dorso à flor da espuma e do sal, paralelo ao curso irregular da maré,
RUMO AO SUL em 09.01.18

Há todo um mar...

 Há todo um mar inteiro, imenso e manso na volúpia e no balanço desse teu jeito de caminhar. Anca subida, maré cheia anca em baixo, praia-mar um subtil maneio, um enleio que me enleia
RUMO AO SUL em 26.04.17

Que mais somos

 Que mais somos do que pó e desejo, reflexo baço dos sonhos por cumprir?Hálito frio dos dias derrotados na luta contra o esmeril do tempo que nos gasta lentamente.Que mais somos do que este (...)
RUMO AO SUL em 27.02.17

O silêncio

 O silêncio é agora a minha fala. Escrevo-o nas linhas rasgadas a céu aberto com um archote de palavras da chama ténue, quase ausente. De pena e aparo em riste como o dardo curvo e breve
RUMO AO SUL em 24.02.17

Hoje quero escrever

 Hoje quero escrever não pelo talhe doce do recorte oblíquo da forma redonda e quase perfeita da palavra, tal como o poema me pede. mas pela irregularidade agreste da sua mais viva e gritante (...)
RUMO AO SUL em 27.01.17

A Poesia

 A poesia é um voo de gaivota perdida, ébria de maresia. Uma vibração aquém e além pele repercutida como se fora uma epifania.
RUMO AO SUL em 13.08.18

Saboreio deliciado a poesia

  Saboreio deliciadoa poesia inata do silencioem cada quase manhã que me acontece.No murmúrio mudo da ondulaçãoem constante e esverdeado vaivém,no canto surdo das avesno rebuliço (...)
RUMO AO SUL em 10.08.18

Dar ou receber amor

 Não consigo viversem dar ou receberamorSó vivo bem com afeto,de peito aberto, coração repleto,só assim sou eu, inteiro e completo.Por isso, entendo e sou solidáriocom este meu coraçãoe (...)
RUMO AO SUL em 08.08.18

Alinhavo palavras

  Alinhavo palavrascomo quem, sem jeito, costura as dobras do vento.Raízes suspensas no arame deste tempojá sem tempo e sem alento.Vã espera, na esperançaque das próprias trevas do caosna (...)
RUMO AO SUL em 01.08.18

Tango

 Tango.Tango-te.Tangas-me.Os corpos aladossuadosna cadencia dos passosexcitadosenlaçados na volúpia brava do desejolimitadosno curto laço dos braçose da promessa dum beijo.As mãos nuasno (...)
RUMO AO SUL em 09.09.17

Ilha

 Onde encontrar-te ó mítica. Mística ilha do redondo azul a sempre, sempre mais além a sempre mais ao Sul de tudo, na deriva entre o algures e o nenhures. Ilha. Não o espaço físico.
RUMO AO SUL em 26.08.17

A vida

 A vidaé uma corda puída, desfibrada, roída como um abandono, como um cansaço ou uma desistência,com um nó que não desfaço por estar só neste enlace com a ausência.
RUMO AO SUL em 28.02.17

Existe um mar

 Existe um mar em cada um de nós. Um mar interior, mar de dentro. Porção de água, nível de bolha, lastro diário de bordo, sextante, gávea em alto mastro. Ancoradouro, mar de recolha (...)
RUMO AO SUL em 24.02.17

Gosto do Inverno e do mar

 Gosto do Inverno e do mar. Da água alterada em espuma fustigando os pontões do tempo. Da memória, da infância agreste e fria como um vento assíduo e persistente, desse afago coado da (...)
RUMO AO SUL em 24.02.17

Sempre as palavras

 Sempre as palavras só as palavras, esses corcéis de vento e espuma velozes como um açoite, moldáveis como barro duras como granito, no trote marcado na fímbria e no grito de cada noite,