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RUMO AO SUL

RUMO AO SUL

Verões

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Verões, que não regressam nunca mais,
Mas vivem no meu peito eternamente.
Memórias com sabor a brisa quente,
Que passam sem aviso nem sinais.

Verões de toscos carros, sem pedais,
Descendo nas encostas, velozmente,
Brinquedos do meu mano, que ainda sente
Ranger tábuas roubadas aos meus pais.

A sombra da figueira era a magia
Das sestas bem dormidas, porque o dia
Findava bem mais tarde do que é hoje.

Supero esta saudade aonde dói
A mágoa agreste e doce, que corrói
A vida, que hora a hora mais me foge.

Glória Marreiros
(Monchique)

Fotografia de Isaura Almeida
(Faro)